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Uma Cuba diferente: uma análise crítica sobre Cuba na visão dos servidores da ESP/RS, Maria Élida Machado e José Fernando Bresch

José Fernando realiza uma reflexão em forma de dinâmica com os participantes
José Fernando realiza uma reflexão em forma de dinâmica com os participantes - Foto: Thiago Rodrigues

Na tarde desta segunda-feira (6), tivemos mais uma edição do Momento Cultural que contou com a participação do servidor José Fernando Bresch, onde em uma hora podemos desfrutar desta experiência vivenciada em Cuba. O encontro foi uma continuação do último momento realizado pela servidora Maria Élida Machado, que junto com José Fernando embarcou para Cuba.

Tudo começou em 1998, no Murialdo, quando Maria, junto com os amigos José Fernando, Jane e Everton partem para um congresso em Havana localizado em Cuba. Chegando no aeroporto da Cidade de México, Maria Élida e os de mais presentes na viagem tiveram que realizar uma nova conexão, pois havia dado problemas com o vôo atual. Neste momento, quando estávamos no saguão do aeroporto na espera de um novo vôo, chega a policia federal para realizar a vistoria, como éramos turistas não tivemos problemas e seguimos viagem num avião de baixa qualidade, caindo aos pedaços, José Fernando que estava do meu lado queria trocar de avião, pois o avião não estava passando muita credibilidade e confiança ao mesmo.

Após o desembarque, paramos em um albergue que ficava próximo a universidade, como tínhamos compromisso com a universidade na parte da manhã, o resto do dia nós tirávamos para conhecer o restante de Cuba. Como nós não tínhamos o mesmo gosto cada um explorava Cuba da sua maneira. Eu e José Fernando, por exemplo, nós íamos conhecer as culturas de Cuba, culinária, arquiteturas, casas, igrejas, explorávamos tudo que era possível e viável, já Jane e Everton iam mais para as bibliotecas da cidade e casa de conhecidos. Ao decorrer da viagem e da estadia, Maria Élida relata que Cuba possuem uma precariedade em seus serviços principalmente em Havana, onde ficaram. No albergue no qual ficaram o dormitório não possuía muito espaço, os objetos estavam caindo aos pedaços, cita Maria. Élida ainda relata que a maioria das vezes tinha por preferência ficar na rua, conhecer um pouco mais de Havana, ao invés de ficar no albergue.

Uma das curiosidades que Maria trouxe em seu Momento Cultural foi à cultura, a forma que o cubano se veste é muito exuberante, as mulheres possuíam unhas bem grandes e sempre bem pintadas. O cubando gosta muito de cores quentes e quase em todas suas vestimentas notamos a presença de estampas, principalmente a floral. Élida salienta, que o povo cubano é muito alegre, e mesmo com suas dificuldades de alguma maneira conseguem se divertir. Essa forma de divertimento remeteu muito ao Brasil, principalmente a Salvador (BA), disse Maria.

Élida, em suas explorações notou que o povo cubano dispõe de um talento com a dança particularmente sensacional com a “Rumba”, tanto homens e mulheres portam um talento com a dança, talento que deixou a convidada impressionada. Outro fator que a convidada analisou, foi que o cubano é povo muito simples, simpático, sorridente e esta sempre de bom humor. Havana e Cuba no geral é um lugar muito acolhedor. Já bem acomodada em sua estadia, Maria contou aos convidados que sua bagagem só chegou 48hs depois da sua chegada ao albergue. Outro detalhe curioso e engraçado é que tanto a sua mala quanto à dos colegas estavam em um ginásio perto do albergue.

Já na a Escola Nacional de Saúde Pública de Cuba, Maria Élida exibiu um pouco mais como era o interior da mesma através de uma foto, ainda acentua que era tudo meio amplo e simples. Ainda caminhando por Havana, Élida encontrou uma unidade de saúde básica, sendo que a unidade era dividida em dois espaços: em cima era a casa do médico e enfermeiro e embaixo era o atendimento. Ainda frisa que era tudo muito próximo o que remete a ideia de morar no local. Outra questão importante da exploração foi que Élida citou que a área de abrangência e de responsabilidade do serviço era muito inferior ela em média suporta de 70 até 80 pessoas, sendo que a Saúde da Família no Brasil suporta em média 3.500 pessoas.

Ainda na sua exploração a Cuba, a colega Élida conheceu o policlínico da cidade. O policlínico de Cuba para nós, segundo Maria, seria o centro de saúde aqui no Brasil, por ser uma estrutura elaborada há mais de 20 anos atrás, os cubanos chamam de policlínico docente. Para ir para a policlínica era realizado através de um transporte, muitas vezes caindo aos pedaços, aonde à maioria das vezes o médico ia junto com o paciente.
Antes de dar continuidade na apresentação a Cuba, José Fernando realizou com os presentes de forma dinâmica uma reflexão. Os espectadores foram convidados a citarem palavras-chaves que para eles remetessem a Cuba. Carros antigos, saúde de 1º mundo, ilhas bonitas, charuto, Fidel, povo alegre, música, dança, igualdade foram algumas palavras citadas pelos convidados. Contudo, a partir dessas menções, Jose iniciou a sua apresentação, contando que tudo que foi dito pelos dito pelos convidados é totalmente inverso com que visto em Cuba.

A partir das palavras-chaves, Fernando começou a configurar a sua apresentação e na visão do mesmo por incrível que pareça o que Cuba não apresenta é saúde de 1º mundo é uma saúde defasada que esta longe de se tornar um serviço publico acessível à população cubana, José ainda faz uma leve comparação com o Brasil, e completa que o Brasil ainda consegue sobressair em saúde, diferente de Cuba que ainda passa por situações deploráveis.
Uma curiosidade que o convidado observou na sua ida a Cuba, é que a cadeira do paciente não fica na frente, ou seja, o medico não fica de frente para o paciente, mas sim de lado. Ainda nas suas descobertas, Fernando encontrou uma horta comunitária, e é a partir dessa horta que são gerados os sustentos para a população cubana, “se não há horta, não há alimento”, esse era o discurso da maioria dos cubanos. O setor comercial não era tão forte na época, tudo era extremamente escasso, não tinha muitas vendas e a comercialização era profundamente baixa.

Por fim, os colegas ficaram encantados e impressionados com as realidades expostas no Momento Cultural e Maria Élida e José Fernando ficam gratos por poder compartilhar com os colegas suas experiências, poder relembrar suas aventuras e poder sentir mesmo com tantas dificuldades sentir a energia de alguns lugares e a beleza das cidades por onde passamos, sua cultura, o valor dado por seu povo, por suas cidades, pelos seus aspectos históricos, através de arquiteturas das casas, monumentos e capelas que ali faziam presentes.

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ESCOLA DE SAÚDE PÚBLICA